#clarivivências de dupla

A maternidade, essa vida após a morte que se multiplica ao infinito, traz generosamente o sacode nosso de cada dia. Não tem, pra mim pelo menos, um dia sequer que meu sistema não entre em “pani”. Excesso, esse nível de entrelaçamento é constante sobrecarga afetiva.

E enquanto muita coisa acontece pra ela, pra nós, pra nossa família, o amor entre eles vai aparecendo. Quando a gente menos espera a semente germina e é o brilho do broto que faz parecer marejados os meus olhos.

Se sou feliz? Se a maternidade me realiza? Muito mais que isso, humaniza. E não estamos por aqui pra isso mesmo? Pra ser humano? E, se não for pedir muito, um humano empático.

Elis Barbosa

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